sábado, 9 de janeiro de 2010

Excertos (quase)poéticos...

...Queria sentir teu pulsar e ouvir os teus gemidos
Sentir o teu coração e acariciar teus cabelos soltos, sedosos...
Poder me deparar com teu corpo nú, alvo e reluzente
E em nossa alcova contemplar tua volúpia, teu ardor...
Penetrar-te com minh'alma, fazer-te sorrir com meu gozo
E em teu orgasmo ver-me livre, ver-me solto
E de mãos dadas contigo correr, em nossa fértil imaginação, como lobos
E em nossos sonhos adejar como loucos...
Nos amar tão intensamente como ninguém... Apenas como eu e você...
E não importa que nos chamem de tolos...

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Das flores que o vento levou, restaram as pétalas que foram soltando-se, paulatinamente, ao longo do caminho...
Da brisa que ficou, o azul dos teus olhos ainda colore o céu...
E teu cheiro ainda inebria como a cachaça...
Dos momentos que vivi, os de mais, os de menos
Felizes, infelizes, vivendo ou morrendo
No coração carreguei a essência de tudo
E a experiência adquirida nas alegrias e tristezas advindas fazem-me sorrir e chorar...
Mas acima de tudo, fazem-me reviver, relembrar
E contemplo a nostalgia
Mesmo na agonia do que se passou em outrora não poder voltar...

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...E na tua falta
Hei de me segurar nos teus cabelos soltos
Em teus maravilhosos seios alvos
Divagando no brilho redundante dos castanhos olhos teus
E padecendo pela falta do calor do teu abraço...
E sucumbindo como um náufrago...
Embriagado na maciez da pele tua cândida
Que não toco...
Esvaio-me no meu próprio tropeço
E sigo, cambaleando e com a visão turva, a trilha pedregosa da vida, que me arrebata...

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Tão puro e profano
Tão certo e insano
Árduo e doce como um romance moderno...
Então, voa...
Sem asas e com tintas, voa...
Com tintas e alma... Voa...
Voa lindo e rasante
Voa num vôo triunfante
Adeja como um pássaro que tem o céu todo pra si...
Amorfo desenho nítido que paira sobre a loucura que paira sobre mim
Penetro em você como um sopro de ar que invade teu pulmão
E me sinto tão livre... Tão parte de ti...
Sou a energia que precisas e tú me das o conforto e proteção que necessito...

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Tempestades de emoção e paixão
Circundam-me
Os pêlos se arrepiam
A inspiração pulsa e salta de meus poros
O ardor do momento toma-me
Como a imensidão do reverberar da Lua toma o Mar...
E a transporto para uma simples lauda, companheira de tantas agruras...
Em minhas pautas
Reluto em abster-me das amarguras que inspiram-me
E trazem dor...

Quando as borboletas cessam o bater de suas asas
A rua silencia e o vento sopra tenro
Estou por cá a esbaldar-me em mim mesmo...
A transbordar de tanta intensidade
Tanta insanidade... e tanto sentir...
De tanto amar...

Mavioso vinho
Amigo de tantas labutas e dissabores...
Aprecio-te com esmero e comprazer
Deleito-me em teus paladares
E inebrio-me como bom ébrio que sou...
E se ouço uma música
E extasio-me, enlevado pelo demasiado prazer advindo desta, posso voar e pairar em qualquer lugar...
Posso ser o vento que rege o furacão e que coordena o ritmo das ondas do oceano...
Posso ser o iluminar da Lua e o raiar do Sol...

Posso ser uma borboleta que voa sem medo do enigmático e incógnito...
E mostra sua exuberância em seu fausto vôo...

Sem dar um passo rodo o mundo e o tenho na palma de minha mão...
Apenas fecho os olhos, sinto a suavidade da cicuta e as asas da borboleta que carregam-me sem destino...
Talvez seja louco, talvez seja são...
Já não importa mais...
Em minhas palavras desconexas, incautas e incoerentes, eclode minha cândida essência e meu imaculado coração...

Posso ser o que teu coração sente e talvez não o que teus olhos percebem...
Talvez seja a essência e a alma que circunda-te com adejas rasantes e intensas...


Lázaro Fabrício




Um comentário:

Manah disse...

Vc num tem medo de que lhe roubem seus tesouros, não? Hahah... Eles ficam aí... Tão expostos.

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